Em tempos remotos na Terra de Nörma, uma garota vagava sozinha, sofrendo com o frio cortante, um frio tão grande que não permitia que existisse água no estado líquido naquele lugar. Triste e solitária, nem ela lembrava de seu passado, ou talvez não queria lembrar. Seus traços eram masculinos, o queixo largo e o vestígio de um bigode; coisas que lhe fariam facilmente ser confundida com um homem. Viu de longe um rapaz, e das histórias que sobreviveram, poucas dizem como era esse homem, e nenhuma diz seu nome. Mas ela o amou, e ele também a amou. E em seus braços a garota achou conforto. Mona, ele a chamava, com todo o carinho de seu coração. Mas suas obrigações falaram mais alto, e ele teve que contá-la que era um Alquimista poderosíssimo a serviço de Pedobear, e que esse amor não poderia existir, abandonando-a. Mas algo tinha acontecido, ela estava grávida, e seu grande amor nunca soube disso. E no dia que seu filho iria nascer, ela foi atacada pelos Marcadores, as terríveis canetas voadoras. Bateu em um castelo pedindo por ajuda, coberta em tinta amarela venenosa. Um português meio afeminado chamado Vitor a acolheu e ajudou, mas ela morreu assim que seu filho nasceu. Vitor a enterrou em seu castelo, secretamente, e batizou o garoto de Noé. Vitor sentia que esse garoto poderia ser um Alquimista poderoso, e que seria esse seu discípulo. Decidiu, então, nunca lhe contar sobre sua mãe.
Noé cresceu no castelo, e Vitor lhe ensinou muitas coisas, até que chegasse o dia que Noé partiria para a Faculdade de Alquimia para Garotos, o FAG, um internato Alquimico só para garotos famoso. Lá Noé conheceu Vëry Ghúd, um elfo, e os dois imediatamentes se tornaram amissíssimos, eram inseparáveis. E o Primeiro ano na FAG correu tranquilamente, sem nenhum acontecimento grandioso, e os meninos achavam aquilo tudo muito chato. Resolveram que fariam um mochilão pela Terra de Nörma nas férias, mas eles não sabiam o que lhes esperava.
Em sua primeira parada da viagem, na estalagem O Veado Flamejante, eles conheceram Hércules, o representante de uma marca de anabolizantes (cujo nome não podemos citar por razões legais). Conversaram muito a noite toda, bebendo drinques de frutas enquanto Hércules lhes contava sobre sua viagem. O alterofilista grego lhes contou que estava numa missão para recuperar as Relíquias perdidas do Templo de Pedobear, o Deus Supremo, cujo guardião era Edredön, o mais famoso aluno da FAG.
-Iremos te ajudar, Hércules. – disse Vëry
-Sim, te ajudaremos com todas nossas forças! – continuou Noé.
E todos se alegraram e passaram a noite juntos.
No dia seguinte eles partiram para o Extremo Norte de Nörma, onde é tão frio que não existe água líquida, mas ainda assim é um lugar cheio de névoa e árvores. Cegado pela névoa, Vëry tropeçou e caiu pela entrada do Ninho das Trepadeiras Glaciais, um esconderijo subterrâneo onde as trepadeiras glaciais (garotas esquimós que, por diversos motivos socio-econômicos, foram levadas à uma vida de prostituição, e, sem outra escolha, usam seu corpo para atrair os descuidados ao seu ninho, onde abusam sexualmente do individuo e ainda cobram por isso) vivem com o Cafetão Polar.
-Entregue nosso amigo, Cafetão! – gritou Hércules, pois Noé estava aterrorizado.
-És tu, ó Grego?! Conheces minhas Regras, seu amigo só sairá daqui se me arranjares uma garota pra trocar por ele! – Respondeu o Cafetão Polar.
Noé e Hércules então se desesperaram, pois jamais encontrariam uma garota naquele lugar para poderem fazer a troca. Mas algo muda Noé, fosse o tempo que passou com Vitor, ou a amizade de Vëry, não se importava, algo o fez tomar uma decisão.
-Me passarei por mulher para salvá-lo!
-Mas como, Noé?
-Irei disfarçado, o Cafetão Polar não perceberá!.
E assim foi feito. Noé forjou um disfarce com galho e folhas das árvores ali perto usando seus poderes alquímicos, e foi ao ninho das trepadeiras com Hércules.
-Aqui está a garota, Cafetão! – Hércules gritou, e ao mesmo tempo em que puxava Noé, o Cafetão polar atirou Vëry para fora.
-Onde está o Noé? – perguntou Vëry ofegante, pois estava esgotado pelas trepadeiras.
-Lá dentro. – respondeu o grego.
-Meldels, tenho pena do que pode acontecer a ele, hoje os Vikings vão aparecer!!!
-Melhor sairmos daqui, Vëry, Noé conseguirá fugir.
No dia seguinte Noé aparece em frangalhos no lugar onde estavam acampados.
-Noé! – gritaram Hércules e Vëry ao mesmo tempo.
-Oi, gente, tudo fixe?!
-Como você escapou!? – perguntou Vëry
-Depois de passar a noite com os Vikings, me deixaram tomar um pouco de ar puro. – respondeu Noé acendendo um cigarro.
-Ah, sim…
E eles partiram para continuar sua jornada, e Hércules e Vëry notavam que Noé andava estranhamente e, cada vez que eles paravam e ele se sentava, fazia cara de dor e olhava todos os montinhos de terra com desejo…
Quero ler os capítulos II e III…onde estão?