Em horríveis pôneis negros e deformados pela malícia drag, Saurun e Calango chegaram à Torre Fálica de Barra-Dûra. Aos portões negros com glitter da Terra Drag eles encontraram o porta-voz de Saurun, a mais infernal das criaturas, cuja voz aterrorizava até os mais valentes. Alí, parada aos portões estava Rhéw-san, a mais terrível de todos os ajudantes de Saurun. Ela correu e tentou agarrar Saurun, que desviou-se. A expressão de nojo em seu rosto era facilmente perceptível.
Caminharam ao alto da Torre Negra com chifres que pareciam cobertos de couro, e espinhos enormes de metal saíam por todos os lados. Lá, na sala mais alta, Saurun explicou seus planos aos seus ajudantes.
-Os malditos garotos estão com o meu Anel! – gritou Saurun
-Acalme-se, meu senhor… – dizia Rhéw, insinuando-se para Saurun, que a empurrou, para a alegria interna de Calango.
-Não sei que fogo corre em seu corpo, mulher, mas em mim não tocarás!
-Vai dizer que não quer tudo isso? – retrucou ela.
-Tudo isso mesmo, minha filha – Calango não pôde se segurar. – Agora deixe de ser baixa e pare de se oferecer ao grande senhor drag!
-Calem-se! – gritou o Senhor do Escuro – Devemos pensar em como achar esses garotos. Descobri que o grego está numa busca pelas outras relíquias. Devemos tomá-las para nós, e transformar todo esse mundo em uma imensa boate Drag!
-E acabar com essas vadias… – disse Calango
-Sua drag amarelada estúpida, do que me chamou?! – perguntou Rhéw-san.
-Se a carapuça serviu…
-Já disse para calarem-se! – gritou Saurun pela terceira vez, e esses gritos ecoaram através da Terra Drag de Mordida. – É sua tarefa, Calango, reunir meus servidores outra vez, e a sua, Rhéw-San, descobrir onde estão esses garotos. Faremos guerra contra esse mundo, se for preciso. Quero esses garotos mortos!
***
Nossos heróis seguiam ao Templo do Deus Pedobear, onde esperavam conseguir respostas e ajuda. Caminhavam pela praia, com os pés no mar da terra de Nörma, que era fria demais para ter água líquida, mas tinha mar. As prais de Nörma eram brancas, e o mar azul e cristalino, e campos verdes ladeavam as areias, e gaivotas pousavam por todos os lados. As Praias Brancas, o antigo nome que lhe fora dado pelo povo élfico de Nörma. Hércules cantava uma canção, e todos se deixaram levar por sua voz, e por isso não perceberam que alguém se aproximava.
-Vëry?
Todos se viraram e viram uma elfa, porém essa era mais alta do que os outros de sua raça. Usava vestes brancas e uma jóia também branca em seu pescoço. Movia-se desastrosamente, tropeçando e batendo a cabeça, por culpa de sua altura.
-Pequena! – Vëry correu e todos se surpreenderam, com o gesto de elfo, e com o nome da elfa.
-Pequena?! – disse Noé
-É, sarcásticos desgraçados… – e Pequena amaldiçoou em élfico por um bom tempo.
-Essa é minha prima, Pequena, e esses, são meus amigos mais especiais! – disse Vëry.
-Ah, “especiais”, é? – disse a elfa desanimada, olhando para Hércules – Que bom…
-O que faz aqui, prima?
-Fui informada que corria perigo por Baldwhën, que passou na minha casa em seu caminho de volta à Portugal. Devo lhes ajudar.
-Mas como? – disse Noé.
-Vocês devem ir ao porto encontrar Parthafat, o Pirata autista, ele os levará em segurança até o Templo Leste do Deus Pedobear. Infelizmente não sei qual Sacerdote estará lá, espero que seja Edredön. Lá estarão em segurança e deverão conversar… – ela disse isso olhando para Noé. Ela falara com Baldwhën então sabia de seu sacrificio, sabia que deveria contar aos seus amigos.
Mas Pequena foi interrompida quando apareceu Rhéw-san, com um fogo em seus olhos, olhando para Hércules e seus músculos. Ela correu loucamente em direção ao grego, com uma fúria e um desejo loucos, mas ela também foi impedida de continuar.
Nesse momento apareceu alguém, e montado em seu grande lobo cor-de-rosa, atacou Rhéw, derrubando-a. Puxou os três garotos para cima do lobo e gritou para que Pequena corresse de volta à sua casa, onde estaria protegida. O lobo correu.
-Segure-se bem em minha cintura, Hércules. – disse o ajudante estranho.
E das praias eles correram de volta ao abrigo das árvores, e até que o lobo não mais sentisse o cheiro da ajudante de Saurun. Todos eles desceram e pararam de frente ao estranho.
-Quem é você, mulher?! – disse Hércules – e como sabia meu nome?!
-Não sou mulher, acho que vou ter que cortar o cabelo para deixarem de me confundir! Sou Orumé, o amigo dos lobos. Vader contou-me sobre sua jornada, e os reconheci quando vi. Au-au sentiu o cheiro de trepadeira e sabia que era ela.
-Ela quem? – perguntou Noé
-Rhéw-san, a fogosa ajudante de Saurun. Com certeza estava procurando por vocês e se encantou com os músculos do seu amigo GAY. Agora contem-me vocês a vossa história, pois Vader foi breve demais..
E eles lhe contaram tudo, desde o ninho das trepadeiras até Sauroman. e eles passaram a noite juntos. Mais uma vez a dança de Noé e Vëry fez sucesso, assim como a voz de Hércules. Todos eles beberam e se divertiram muito, e acordaram todos juntos, deitados na barriga do lobo de Orumé, e sem roupas. Orumé e V6ery realmente se identificaram, e Vëry se sentiu bem, estava desolado desde a noite em Baraz-Kheled. Eles saíram cedo para caçar, deixando Noé e Hércules abraçados.
-Orumé..
-Sim, Vëry.
-Por que fugimos de Rhéw? Por que você não lutou mais com ela?
-Por que só um artefato em toda Nörma é capaz de destruir aquela mulher, Vëry, o Consolo dos FAGs.
***
-Eles estão com Orumé, meu senhor, e irão encontrar-se com Parthafat.
-Maldito pirata! – amaldiçoou Saurun, e raios caíram sobre a Terra Drag. – Então eles irão ao Templo Leste..
***
Eles comeram, e Orumé os levou de volta à praia.
-Por aqui devem seguir, meus amigos, ao lado do mar até chegarem ao porto. Não se preocupem com mal algum, pois o caminho da praia que Vader lhes indicou é seguro, e Rhéw deve estar de volta a Barra-Dûra agora. Sigam e encontrem Parthafat. Ele é um bocado como Vader, exceto pelo fato de Ser autista, e muito agressivo. Mas levem-no uma garrafa de Rum, e lhe contem sua historia.. ele ajudará vocês. Saibam que sentirei falta de vocês, e se passarem por essa praia de novo, gritem meu nome, e Au-au me trará aqui. Adeus, bons amigos!
E assim eles seguiram, de mãos dadas, como haviam feito até aqui, rumo ao Porto Leste de Nörma procurando por Parthafat.